Hoje foi o nosso último dia em Veneza e nós fomos visitar o Museu Peggy Guggenheim.
A coleção Peggy Guggenheim é menor do que as coleções dos demais museus Guggenheim mas abrangem o cubismo, o realismo e o expressionismo abstrato incluindo obras notáveis de Picasso, Salvador Dalí, Magritte, Brancusi e Pollock. Ela está no Palácio Venier del Leoni, em Dorsoduro, e é o mais importante museu italiano de arte americana e europeia da primeira metade do século XX. À entrada, além dos jardins, muito me chamaram à atenção estes portões que me remetem à arte dos Irmãos Campana no Brasil...aqui eles embutiram pedras coloridas e o efeito ficou demais!
As Máscaras
Antes de dar o seguimento cronológico do nosso passeio de despedida, eu quero falar sobre as Máscaras Venezianas, que a gente vê o tempo inteiro pelas ruelas da cidade e também falar um pouquinho sobre a história delas.
Símbolos fetichistas, eu não sabia que existe uma hierarquia estabelecida há séculos pela Commedia Dell Arte Italiana . Existem várias identidades dessas máscaras, que achei bem interessante conhecer.
Por volta do século XV aconteceu o primeiro Ball Masqué em Veneza
porque o uso da máscara era necessário para a sociedade, em virtude de
constantes conflitos políticos. Dos grandes bailes, teatros e carnaval
de rua, as máscaras passaram a ser também peças decorativas, tendo se
tornado uma das principais atividades econômicas de Veneza e souvenir
característico da região. A cada esquina você encontra uma nova loja
com uma infinidade de máscaras, de todos os modelos e cores. O colorido é
fantástico e a gente fica mesmo encantada com tanta diversidade. Diante
do que relatei acima, eu não poderia deixar de ilustrar este blog com
algumas máscaras que fotografei:
Os Muranos
Depois das máscaras, o souvenir mais famoso de Veneza são os pequenos objetos feitos de vidro de Murano. Alguns podem chegar a ser bem mais que uma lembrancinha, já que os preços, conforme a peça, podem subir muito. Esse famoso vidro colorido é produzido em um pequena ilha perto de Veneza, que não por acaso, se chama Murano. Estes também, a gente encontra o tempo todo em todas as vitrines, seja como objeto principal, seja como coadjuvante. Selecionei alguns que fotografei porque gostei do modelo, ou do colorido, ou do conjunto enfim:
Depois de zanzar essa última vez em Dorsoduro é hora de voltar para o hotel, apanhar a bagagem e nos despedir dessa cidade incomparável, sua história, seus canais, seus palazzos...ficou muito prá ver ainda! Veneza tem particularidades muito interessantes e eu percebi que quanto mais tempo voce passa ali, mais tempo voce quer ficar. Tenho que mencionar o mau humor das pessoas, que em parte é compreensível porque eles têm que enfrentar diariamente um exército de turistas invadindo os seus espaços, os inúmeros aspectos que deixam a desejar do tipo não há quase bancos nos espaços públicos, as lixeiras são difíceis de localizar, o atendimento é péssimo, os italianos de Veneza são muito antipáticos e mal-educados, há exceções, claro. Tudo em Veneza é mais caro, inclusive o transporte, ficamos impressionados com os preços se comparados a Paris.
Não sentimos nenhum odor desagradável nas ruas, a não ser o mesmo problema que se vê em Paris, de as pessoas fazerem das ruas mictórios. Há muitos pontos negativos na cidade mas por outro lado, só o fato de não haver circulação de automóveis na maior parte das ilhas já é um diferencial muito grande e encantador. Como despedida, compilei algumas fotos só prá marcar de maneira generalizada esses dias muito agradáveis que passamos ali.
Mais um cantinho charmoso!
As gôndolas e gondoleiros...
Meu momento coquette...
Um brinde antes de deixar o hotel...
Já no caminho de volta...
Chegando no aeroporto Marco Polo...
Decolando de volta a Paris ao anoitecer...
The End!
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